Redução Significativa de Casos de Chikungunya em Dourados Segundo COE

Redução Significativa de Casos de Chikungunya em Dourados Segundo COE

O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), instituído pela Prefeitura de Dourados para gerenciar o combate à epidemia de Chikungunya na Reserva Indígena e na área urbana do município, publicou o Boletim Epidemiológico Arboviroses referente à 32ª Semana Epidemiológica, que ocorreu de 16 a 22 de agosto. O boletim confirmou uma diminuição drástica nas notificações de casos suspeitos da doença, com 44 registros na última semana e apenas 7 confirmações.

No pico da epidemia, a Semana Epidemiológica 12 registrou 1.209 notificações e 672 casos confirmados, tanto nas aldeias quanto no perímetro urbano. Apesar da queda nos números, Dourados permanece em situação de emergência em saúde pública devido à epidemia, acumulando até agora 10.424 notificações de casos suspeitos de Chikungunya. Desses, 5.197 casos foram descartados, 5.180 confirmados e 47 aguardam classificação.

A taxa de positividade caiu para 49,92%, enquanto a taxa de ataque é de 1,98%, indicando a continuidade da circulação viral na região. Na Reserva Indígena, foram notificados 3.190 casos suspeitos, com 871 descartados, 2.314 confirmados e 5 aguardando classificação. Desde o início da epidemia, foram registradas 18 mortes devido a complicações relacionadas à Chikungunya, com 11 dessas ocorrendo em pacientes indígenas das aldeias Bororó e Jaguapiru.

O Boletim Epidemiológico Arboviroses da 32ª Semana Epidemiológica demonstra que a epidemia está sob controle nas Reservas Indígenas, com apenas 3 casos notificados nas últimas 3 semanas, nenhum dos quais foi confirmado. O COE destaca que a redução nas notificações nas aldeias é atribuída ao esforço conjunto da Prefeitura de Dourados e do Ministério da Saúde, especialmente através da Secretaria Especial de Saúde Indígena e do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) de Mato Grosso do Sul.

O coordenador-geral do COE e secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, sublinha que, mesmo com a diminuição nas notificações de casos suspeitos, a situação em Dourados ainda se classifica como epidêmica. Ele alerta: “Não podemos relaxar nosso combate ao mosquito Aedes aegypti, que é astuto e pode retornar trazendo um aumento nos casos e superlotação nos hospitais”. Márcio Figueiredo enfatiza que essa redução nas notificações é fruto do trabalho dedicado dos agentes de combate às endemias, que realizam visitas domiciliares, aplicação de multas e notificações. “A epidemia está recuando, mas é imprescindível que continuemos vigilantes, eliminando pontos de água parada, especialmente nas residências, mantendo os quintais limpos e evitando o descarte inadequado de lixo”, conclui Márcio Figueiredo.


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