Inflação do aluguel sobe 0,41% em janeiro, mas tem queda em um ano
Após fechar dezembro em leve queda, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) voltou a subir e abriu 2026 com alta de 0,41%. O indicador, popularmente conhecido como “inflação do aluguel”, havia recuado 0,01% no mês anterior.
Mesmo com o avanço em janeiro, o comportamento do índice no horizonte mais longo segue em desaceleração. No acumulado dos últimos 12 meses, o IGP-M registra retração de 0,91%, o terceiro recuo consecutivo nessa base de comparação. Em janeiro de 2025, o índice acumulado era positivo em 6,75%.
Os números foram divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro.
O IGP-M é amplamente utilizado como referência para o reajuste anual de contratos de aluguel. Além disso, também serve de base para correções de tarifas públicas e alguns serviços considerados essenciais.
O principal componente do IGP-M é o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% da composição total e mede a variação de preços no atacado. Em janeiro, o IPA registrou alta de 0,34%, influenciado principalmente pelos aumentos do minério de ferro (4,47%), da carne bovina (1,37%) e do tomate (29,5%).
Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30% no indicador, avançou 0,51% no mês. As maiores pressões vieram dos cursos de ensino fundamental (3,83%) e superior (3,13%), além da gasolina, que subiu 1,02%.
O terceiro componente, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), apresentou variação de 0,63% em janeiro. Dentro do índice, os preços de materiais, equipamentos e serviços tiveram alta de 0,34%, enquanto a mão de obra subiu 1,03%.
Apesar do acumulado negativo em 12 meses, isso não significa, necessariamente, redução nos valores dos aluguéis. Isso porque muitos contratos preveem reajuste apenas em caso de variação positiva do IGP-M, o que impede correções para baixo quando o índice fica negativo.
Para calcular o resultado mensal, a FGV coleta preços em Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. O período de levantamento considerado foi de 21 de dezembro de 2025 a 20 de janeiro de 2026.




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