Cláudio Castro diz que sai do governo do Rio “de cabeça erguida”
O governador Cláudio Castro (PL) renunciou ao comando do Executivo fluminense, anunciando a pretensão de concorrer como pré-candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro. Em cerimônia de despedida realizada nesta segunda-feira (23) no Palácio Guanabara, ele afirmou: “Encerro o meu tempo à frente do governo do Estado de cabeça erguida e de forma grata”. Castro foi reeleito no primeiro turno das eleições de 2022, com 4,9 milhões de votos.
A saída ocorre na véspera da retomada, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), do julgamento sobre a Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação e Servidores Públicos do RJ (Ceperj), cuja cassação do mandato do governador por abuso de poder político e econômico na campanha de 2022 está em pauta. A relatora do caso, ministra Maria Isabel Galotti, votou pela cassação; a análise ficou suspensa por um pedido de vista do ministro Antônio Carlos Ferreira, que deverá proferir o voto a seguir. Se o entendimento da relatora for mantido, Castro pode ficar inelegível por oito anos, com novas eleições para o governo do estado sendo convocadas.
Com a saída do vice-governador Thiago Pampolha — que assumiu um cargo no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) em 2025 — e com o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, afastado das funções, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto, assume interinamente o governo. Pela legislação, ele deverá organizar em dois dias uma eleição indireta para que os 70 deputados estaduais escolham, em 30 dias, um indicado para comandar o governo durante um mandato-tampão, até a escolha do próximo governador nas eleições majoritárias em outubro.




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