Uso de cigarro eletrônico entre adolescentes cresce no Brasil, aponta IBGE

Uso de cigarro eletrônico entre adolescentes cresce no Brasil, aponta IBGE

O uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes brasileiros tem avançado de forma significativa nos últimos anos, mesmo com a proibição desses dispositivos no país. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mostram que o número de estudantes de 13 a 17 anos que já experimentaram esse tipo de produto aumentou mais de 70% em seis anos. Em 2019, 16,8% dos jovens afirmavam já ter tido contato com cigarros eletrônicos. Em 2024, esse percentual subiu para 29,6%, evidenciando a expansão do uso entre adolescentes.

O crescimento foi registrado em todas as regiões do país, com destaque para o Centro-Oeste, que apresentou o maior índice: 42% dos estudantes disseram já ter experimentado os dispositivos.

O Nordeste também chamou atenção pelo aumento expressivo, com o percentual mais que dobrando no período analisado.

Apesar da popularização, os cigarros eletrônicos são proibidos no Brasil desde 2009. A regulamentação, reforçada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, impede a fabricação, venda, importação e propaganda desses produtos, além de restringir seu uso em ambientes fechados.

Especialistas alertam que, embora muitas vezes vistos como menos prejudiciais, os dispositivos apresentam riscos importantes à saúde. Entre os principais estão doenças pulmonares, problemas cardiovasculares, dependência de nicotina e exposição a substâncias tóxicas, além do potencial aumento do risco de câncer.

Por outro lado, a pesquisa indica uma redução no consumo de substâncias tradicionais entre adolescentes. O número de jovens que já experimentaram cigarro comum, bebidas alcoólicas e drogas ilícitas caiu entre 2019 e 2024.

Ainda assim, os dados reforçam um alerta: enquanto alguns hábitos diminuem, outros, como o uso de dispositivos eletrônicos para fumar, avançam rapidamente, exigindo atenção das autoridades de saúde, escolas e famílias.