Petrobras reajusta preço do combustível de aviação em 55%
Petrobras anunciou nesta quarta-feira (1º) um reajuste médio de 55% no preço do querosene de aviação (QAV), combustível derivado do petróleo que abastece aviões e helicópteros e representa um dos principais custos das companhias aéreas. O preço do QAV é fixado pela Petrobras todo mês, sempre no dia 1º. Este reajuste ocorre em meio a uma escalada global do petróleo alimentada pela guerra no Irã.
Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), combustíveis representaram cerca de 30% dos custos totais das companhias aéreas. A Petrobras publicou a tabela com os novos preços para 14 pontos de venda, com reajustes variando entre 53,4% e 56,3%. Em Ipojuca, região metropolitana do Recife, onde fica a refinaria Abreu e Lima, o preço do litro subiu de R$ 3,49 para R$ 5,40; em São Luís, o litro passou de R$ 3,45 para R$ 5,38, o mais baixo entre as praças. A empresa vende o QAV produzido nas refinarias ou importado para distribuidoras, que repassam o combustível às companhias de transporte e a outros consumidores nos aeroportos ou para revendedores. A Petrobras detém cerca de 85% da produção de QAV, em um mercado que, no entanto, é aberto à livre concorrência para outras produtoras ou importadoras.
Além disso, a guerra no Irã foi desencadeada em 28 de fevereiro, com ataques dos Estados Unidos e de Israel. A região concentra países produtores de petróleo e rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% da produção mundial, o que gerou distorções na cadeia de petróleo e uma escalada de preços no mercado global. Nesta quarta-feira, o Brent — referência internacional — é negociado pouco acima de US$ 101, cerca de R$ 520, ante cerca de US$ 70 antes do conflito.




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