COE Intensifica Campanha de Combate à Chikungunya em Dourados e Comunidades Indígenas

COE Intensifica Campanha de Combate à Chikungunya em Dourados e Comunidades Indígenas

O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), instituído pela Prefeitura de Dourados para liderar o enfrentamento da epidemia de Chikungunya na Reserva Indígena e no contexto urbano da cidade, apresentou dados que evidenciam as iniciativas da força-tarefa composta por agentes municipais, estaduais e federais na luta contra o mosquito Aedes aegypti e na assistência primária à saúde da população.

As ações se mantêm em andamento diariamente, com equipes de combate às endemias e profissionais de saúde atuando até nos finais de semana. Todas as pessoas que procuraram serviços de saúde foram atendidas, seja nas Unidades de Saúde da Família (UBS), na Unidade de Pronto Atendimento 24h (UPA) ou no Hospital da Vida e outras instituições que compõem a rede de suporte. ‘Nenhum paciente ficou sem atendimento e ninguém deixou de ser internado por falta de vagas nos hospitais de Dourados. O trabalho continua firme, mesmo que um grupo esteja mais focado em criticar os serviços de saúde para garantir reservas de mercado do que realmente ajudar neste momento de epidemia’, salientou Márcio Figueiredo, secretário municipal de Saúde e coordenador-geral do COE.

Dados do COE indicam que no dia 11 de abril, as equipes do Centro de Controle de Zoonoses realizaram atividades nas ruas de Dourados, incluindo ações na Comunidade Vitória, Jockey Clube, Assentamento Santa Felicidade e áreas vizinhas. Naquele dia, foram inspecionados imóveis, realizados tratamentos químicos em depósitos e aplicado inseticida com máquina Leco em 98 quarteirões dos Jardins Ouro Verde, Residencial Esplanada e arredores. Os agentes de combate às endemias também instalaram Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs) em diversos bairros para reduzir a população do mosquito Aedes aegypti, transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya. Grande parte das EDLs, armadilhas com larvicidas criadas pelo Ministério da Saúde, foi colocada em bairros como o Assentamento Santa Fé, Assentamento Santa Felicidade, Jockey Clube, Vila Mariana, Parque das Nações I e II, Terra Dourada, Comunidade Vitória e proximidades.

Na segunda-feira (13), os agentes concentraram suas ações nos bairros Água Boa, Izidro Pedroso, Vista Alegre, Terra Roxa, Jequitibás, Guaicurus, Vila Vieira, Campo Dourado, Santa Maria, Parque das Nações II, Canaã IV, Vila São Braz, Jardim Maipú, Canaã 1, Jardim Maracanã, Ouro Verde, Monte Líbano, Piratininga, Centro VII, Vila Delfus, Vila Planalto, Vila Progresso, Portal, Centro IV, Jardim Girassol, Vila Aurora, Jardim Tropical, BNH III Plano, Altos da Monte Alegre, Vila Maxwell, Jardim Universitário, Jardim Primavera, Vila Popular, Estrela Porã, Jardim Flórida 1 e 2, Cuiabazinho, Altos do Indaiá, Vila Amaral, Vila Hilda, Panambi Verá e arredores.

No total, em apenas um dia, os 76 agentes vistoriaram 1.554 imóveis, encontrando 80 deles fechados. Foram localizados 13 focos do Aedes aegypti e emitidas 23 notificações para imóveis com potencial de proliferação de focos. Além disso, 37 depósitos foram tratados com a aplicação de larvicidas. O Centro de Controle de Zoonoses também realizou a aplicação de larvicidas com máquina Leco em 148 quarteirões do Jardim Pelicano, Jardim Santa Maria, Jardim Colibri, Vival dos Ipês, Vila Arapongas, Altos do Indaiá e nas imediações.

As equipes de combate às endemias que operam na Reserva Indígena de Dourados realizaram as seguintes atividades entre os dias 8 e 13 de abril: 1.343 imóveis inspecionados, com uma média de 10,4 moradias vistoriadas por cada dupla, além de bloqueio de transmissão com UBV Costal em 2 escolas, 1 UBSI em 2 igrejas e 48 aplicações de larvicidas em residências. O tratamento por Aerosystem foi empregado em 4 escolas da Reserva Indígena. Na segunda-feira (13), com o apoio de militares da 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada e da Defesa Civil, as equipes visitaram 323 residências da Aldeia Bororó, onde 53 imóveis estavam fechados. Foram coletados 67 sacos de materiais inservíveis, e bloqueios de transmissão foram realizados com UBV Costal na Escola Indígena Araporã, UBS Bororó 2, em 2 igrejas e em 28 residências, além da aplicação de larvicida com Aerosystem na Escola Indígena Araporã, totalizando 186 aplicações, e na UBSI Bororó 2, com 39 aplicações.

Simultaneamente, enquanto os agentes de combate às endemias trabalhavam contra o Aedes aegypti, as Equipes de Saúde operavam na Reserva Indígena até mesmo no domingo (12). Na Aldeia Bororó, foram realizados 31 atendimentos, 30 deles a pacientes com sintomas de Chikungunya, incluindo uma remoção para o Hospital Indígena Porta da Esperança (Missão Caiuá), além de 11 coletas para investigação da doença. Na Aldeia Jaguapiru, também no domingo (12), foram efetuados 13 atendimentos a pacientes com sintomas de Chikungunya, com uma remoção para o Hospital Indígena Porta da Esperança (Missão Caiuá) e 9 coletas para investigação da doença. A Defesa Civil ainda procedeu com uma busca ativa na Aldeia Jaguapiru, resgatando um paciente de uma residência remota e encaminhando-o para atendimento médico adequado.