Médico é processado por homicídio após realizar a remoção equivocada de órgão durante cirurgia nos Estados Unidos
Um médico foi indiciado por homicídio após a morte de um paciente durante uma cirurgia nos Estados Unidos, em um caso que chamou atenção por um erro grave no procedimento.
O incidente ocorreu na Flórida, onde o profissional, de 44 anos, é acusado de ter removido erroneamente o fígado de um idoso de 70 anos, quando a operação previa apenas a retirada do baço. De acordo com as investigações, o paciente buscou atendimento devido a intensas dores e, após a realização de exames, foi aconselhado a passar por cirurgia. Embora a família estivesse planejando realizar o procedimento em outro estado, o médico teria alertado sobre os riscos envolvidos na viagem.
Durante a operação, que inicialmente deveria ser menos invasiva, o médico decidiu alterar a técnica cirúrgica. Nesse instante, vasos sanguíneos conectados ao fígado foram danificados, gerando uma hemorragia significativa. O paciente acabou sofrendo uma parada cardíaca e faleceu ainda na sala de cirurgia.
Após o procedimento, o médico comunicou à família que a morte havia sido decorrente de um problema no baço. Entretanto, a autópsia revelou que o baço estava em perfeito estado e que o fígado foi o órgão removido. Relatos indicam que membros da equipe médica expressaram dúvidas sobre a situação durante a cirurgia e que o profissional manteve sua posição equivocada, mesmo diante das evidências claras.
Além deste ocorrido, o médico já havia sido alvo de inúmeras denúncias por falhas em procedimentos, incluindo cirurgias realizadas de maneira inadequada. Sua licença profissional foi suspensa e ele se encontra detido, aguardando o julgamento. Caso seja considerado culpado, pode enfrentar uma pena de até 15 anos de prisão.




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