Dourados registra a 13ª fatalidade relacionada a complicações da Chikungunya
O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), instituído pela Prefeitura de Dourados para liderar o combate à epidemia de Chikungunya na Reserva Indígena e no perímetro urbano do município, anunciou nesta terça-feira (26) a confirmação de mais um óbito em decorrência de complicações associadas à doença. A nova vítima, uma mulher de 82 anos, apresentava comorbidades como hipertensão arterial e diabetes. Residente no Jardim Joquei Clube, ela começou a manifestar os primeiros sintomas da Chikungunya no dia 8 de maio, foi hospitalizada no Hospital da Vida em 15 de maio e faleceu no dia 24 do mesmo mês.
Com essa nova tragédia, o total de mortes por complicações da Chikungunya em Dourados chega a 13, sendo 10 vítimas de comunidades nas aldeias Bororó e Jaguapiru, e 3 de moradores do perímetro urbano. Atualmente, 4 mortes estão sob investigação, incluindo uma mulher de 74 anos, um homem de 71 anos, ambos com comorbidades como doença renal crônica e diabetes, além de um idoso de 84 anos com doença arterial coronariana e um homem de 50 anos que declarou não ter doenças crônicas durante a avaliação de risco. O Informe Epidemiológico emitido nesta segunda-feira (21) pelo COE também fornece um panorama abrangente da Chikungunya em Dourados, com 8.904 casos notificados, 4.879 casos prováveis, 4.306 casos confirmados, 4.025 casos descartados e 573 casos em investigação. Na Reserva Indígena, os dados apontam 3.209 casos notificados, 2.139 confirmados, 787 descartados e 263 em investigação.
Os números também indicam uma queda substancial na ocupação de leitos por pacientes com complicações de Chikungunya. Na fase crítica da epidemia, o número de internações variava entre 52 e 58 pacientes. Agora, há 28 pessoas internadas, incluindo 23 no Hospital Universitário HU-UFGD, 1 no Hospital Regional, 1 no Hospital da Vida e 3 no Hospital Evangélico Mackenzie.
A confirmação do 13º óbito ocorre em um momento em que a epidemia está em recuo em Dourados, evidenciado pela Curva Epidêmica, que registrou 240 notificações na 20ª semana de levantamento realizado pela Secretaria Municipal de Saúde. “O número de focos do mosquito nas fiscalizações realizadas pelos agentes de combate às endemias também tem diminuído acentuadamente nas últimas semanas, mas é fundamental que a população mantenha a vigilância e continue a seguir as medidas preventivas, especialmente no que se refere ao combate aos pontos de água parada nos quintais e dentro das residências”, alertou o secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, que também é coordenador-geral do COE.
No início do monitoramento, na Semana 1, foram registradas 19 notificações, cifra que caiu para 16 na semana 2, aumentou para 32 na semana 3 e estabilizou em 35 na semana 4. A Semana Epidemiológica 5 registrou 40 notificações, com um aumento significativo para 72 na semana 6, mantendo 65 na semana 7. A escalada da epidemia começou na Semana Epidemiológica 8 com 143 notificações, subindo para 217 na semana 9 e alcançando 358 na semana 10. A Semana Epidemiológica 11 registrou 791 notificações, com o ápice da epidemia ocorrendo na semana 12, quando 1.207 notificações foram relatadas. Isso recuou para 897 na semana 13 e subiu novamente para 1.151 na semana 14. Na semana 15, foram registradas 1.068 notificações, e a queda começou na Semana Epidemiológica 16 com 852 notificações, caindo para 621 na semana 17, variando para 681 na semana 18, descendo para 399 na semana 19 e finalizando a Semana Epidemiológica 20 com 240 notificações.




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