Adolescente em estado crítico revela abuso paterno após incidente em Campo Grande

Adolescente em estado crítico revela abuso paterno após incidente em Campo Grande

Na noite do último sábado (30), uma motorista de aplicativo acionou a PM (Polícia Militar) após transportar duas adolescentes, de 15 e 17 anos, apresentando sinais de embriaguez. Durante a viagem, uma delas revelou que teria sido estuprada pelo próprio pai, em Campo Grande. O homem, de 31 anos, é considerado um suspeito neste caso.

A motorista de aplicativo descreveu às autoridades que as jovens aparentavam estar em coma alcoólico, com uma delas chegando a desmaiar durante o trajeto. Perante a situação alarmante, ela interrompeu a viagem, solicitou ajuda de transeuntes e contatou a polícia, conforme informações do Midiamax.

Quando a PM chegou ao local onde a motorista havia pedido assistência, o pai de uma das adolescentes se apresentou, afirmando ter recebido uma ligação da filha após retornar do trabalho. Na chamada, a jovem mencionou que estava consumindo bebidas alcoólicas com a prima em uma conveniência. Após a conversa, o pai foi até o estabelecimento e requisitou uma corrida de aplicativo para levar as meninas para sua casa.

O Corpo de Bombeiros também foi mobilizado e encaminhou a adolescente de 17 anos para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento). Posteriormente, a outra jovem revelou que já havia sofrido tentativas de abuso sexual por parte do pai desde os 11 anos, acionando a Polícia Civil para apurar a situação.

Segundo o boletim de ocorrência, os policiais foram até a conveniência, onde encontraram o responsável. Ele alegou desconhecer os fatos ocorridos e não conseguiu identificar qual funcionário teria atendido as adolescentes. O homem também declarou que já presenciou a presença do pai e das meninas na conveniência em ocasiões anteriores. Em meio a isso, a adolescente, o pai dela e o dono do estabelecimento foram levados à delegacia. Durante o depoimento, foi revelado que um atendente da conveniência havia fornecido a bebida alcoólica para as meninas. O caso foi formalmente registrado na Polícia Civil, e o Conselho Tutelar foi acionado para o devido acompanhamento.