Interno foge do Instituto Penal e é recapturado menos de oito horas depois em Campo Grande
Gilvanderson Damião Vieira França, de 27 anos, foi recapturado na tarde deste domingo (22), menos de oito horas após fugir do Instituto Penal de Campo Grande. Ele foi localizado por volta das 17h40, na região central da cidade, por uma equipe da Guarda Civil Metropolitana.
A fuga aconteceu por volta das 12h20, durante o período de visitas. Segundo a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), o interno aproveitou a movimentação no local, escalou o telhado da unidade e saiu por um acesso que interliga o presídio a uma estrutura vizinha.
A ausência foi percebida logo depois, e policiais penais iniciaram buscas imediatas, com apoio de outras forças de segurança.
Operação com helicóptero
A recaptura contou com apoio da Coordenadoria Geral de Policiamento Aéreo da Secretaria de Segurança Pública e Justiça (Sejusp). Também participaram equipes da Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário (Gisp), do Comando de Operações Penitenciárias (COPE), do Batalhão de Choque da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul e da Guarda Civil Metropolitana.
Mais cedo, a Agepen havia informado que o detento poderia estar escondido na região do bairro Noroeste. Um helicóptero foi utilizado nas buscas.
Em nota, a Agepen informou que as circunstâncias da fuga seguem sendo apuradas e que medidas administrativas serão adotadas.
Conforme consta no processo, Gilvanderson foi preso após furtar fios de uma residência com a ajuda de uma mulher. Segundo os autos, ela teria permanecido do lado de fora enquanto ele danificava a cerca elétrica, subia no telhado, acessava o forro e retirava a fiação.
Após separar o material, ele teria arremessado a sacola por cima do muro. No momento do flagrante, a mulher estava na calçada com os fios, enquanto ele ainda estava dentro da casa.
Quando foi abordado, Gilvanderson teria pulado o portão e entrado em luta corporal com os policiais. De acordo com o processo, houve agressões e um dos militares sofreu lesão leve. Foi necessário o uso de força para conter os envolvidos.
Na decisão que manteve a prisão, a Justiça apontou que a conduta demonstrou periculosidade e risco à ordem pública.




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