Ex-vereador e sargento da PM são presos por suspeita de homicídios em Itaporã
O ex-vereador Célio Poveda e o 1º sargento da Polícia Militar Luiz Gonçalves de Oliveira foram presos na sexta-feira (20), em Itaporã (MS), suspeitos de envolvimento em uma tentativa de homicídio registrada em outubro de 2025 e em uma execução ocorrida neste mês.
A prisão foi realizada por equipes da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). De acordo com a Polícia Civil, os dois também são investigados por possível ligação com uma rede de agiotagem no município.
Eles passaram por audiência de custódia neste domingo (22) e tiveram a prisão mantida.
Suspeitas e flagrante
Conforme as investigações, Luiz Gonçalves é apontado como suspeito de efetuar os disparos contra as vítimas. Já Célio Poveda é investigado como suposto mandante dos crimes. Ambos já tinham mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça.
No dia da operação, o ex-vereador também foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma. Com ele, foram apreendidas arma e munições. Foi arbitrada fiança de R$ 5 mil que, segundo o advogado Ronaldo Graziuso Oliveira, será paga.
Casos investigados
O primeiro crime investigado ocorreu em outubro de 2025, quando um motoentregador foi atingido por cinco disparos. Os tiros acertaram rosto, tórax, costas e ombro da vítima, que sobreviveu. Ele relatou à polícia que vinha sofrendo ameaças.
Já no dia 1º de fevereiro deste ano, Francisco da Silva, de 48 anos, foi encontrado morto em Itaporã. O policial militar também é suspeito de envolvimento nesse homicídio.
Promoção e posicionamento da PM
Um dia antes de ser preso, na quinta-feira (19), Luiz Gonçalves foi promovido a 1º sargento por antiguidade. A promoção foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE).
Em nota, a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul informou que acompanhou o cumprimento do mandado de prisão por meio da Corregedoria-Geral e destacou que não compactua com condutas que ferem a imagem da corporação. A instituição afirmou ainda que a promoção ocorreu de forma retroativa e atendeu aos requisitos legais à época.
A defesa de Célio Poveda informou que entrou com pedido de revogação da prisão temporária, alegando que ele ainda não foi denunciado.
Já a defesa do sargento Luiz Gonçalves declarou que irá pedir a revogação da prisão, sustentando que a medida não seria necessária. Segundo os advogados, já foram cumpridos mandados de busca e apreensão e nada foi encontrado, além de o inquérito estar em andamento há meses.
O caso segue sob investigação.
Se quiser, posso deixar com uma abertura mais forte ou reorganizar priorizando o fato da promoção antes da prisão para dar mais impacto.




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