Agentes de saúde realizam vistoria em 1.439 residências nas aldeias, identificando 493 focos do mosquito Aedes aegypti
Os agentes de endemias, sob a coordenação do Polo Base do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) e com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde e do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Dourados, realizaram a vistoria de 1.439 casas nas aldeias Bororó e Jaguapiru, onde descobriram 493 focos do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão de Chikungunya, Dengue e Zika Vírus.
Os dados evidenciam que, mesmo diante da epidemia que ceifou a vida de 9 moradores da Reserva Indígena, ainda há uma significativa falta de conscientização a respeito da prevenção, especialmente no que diz respeito aos locais com água parada. As ações estão alinhadas às diretrizes do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), instituído pela Prefeitura de Dourados para coordenar o combate à epidemia de Chikungunya tanto na Reserva Indígena quanto na área urbana do município, fazendo parte do Plano de Ação de Incidente para o Enfrentamento da Chikungunya.
Durante as atividades, os agentes de endemias se depararam com 168 residências fechadas nas aldeias mencionadas e foram barrados em 7 imóveis, onde os moradores não permitiram a realização do trabalho de prevenção e combate ao mosquito.
Os agentes inspecionaram 583 caixas d’água, realizando tratamento químico em 185 delas. Isso indica que, mesmo com a realização constante de ações, o número de caixas d’água abertas, que se tornam criadouros do mosquito, persiste em um nível alarmante.
Adicionalmente, a força-tarefa, que inclui a Defesa Civil (estadual e municipal), a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), o Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) e a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), coordenou a remoção de 500 toneladas de resíduos sólidos que estavam descartados irregularmente na Reserva Indígena. O processo de coleta de resíduos, que é depositado em caçambas, continua a ser realizado três vezes por semana pela Prefeitura de Dourados.
As equipes de saúde, também sob a coordenação do Polo Base do Dsei, permanecem ativas em tempo integral na atenção primária nas aldeias Bororó e Jaguapiru. Na última segunda-feira, a Equipe 1 da Aldeia Bororó atendeu 13 consultas clínicas, diagnosticando 2 pacientes com Chikungunya, ambos na fase aguda da doença, ou seja, apresentando sintomas há mais de 15 dias. Não houve necessidade de remoção para o Hospital Indígena Porta da Esperança (Missão Caiuá), nem busca ativa por pacientes.
A Equipe 2 da Aldeia Bororó realizou 33 consultas, detectando 2 pacientes com Chikungunya em fase aguda e um paciente na fase subaguda, com sintomas há mais de 15 dias. Embora não tenha havido remoção para o Hospital Indígena Porta da Esperança (Missão Caiuá), um paciente precisou ser encaminhado para o Hospital Universitário (HU/UFGD).
A Equipe 1 da Aldeia Jaguapiru fez 29 consultas clínicas, com 5 casos de Chikungunya na fase subaguda. Não houve remoção para o Hospital Indígena Porta da Esperança (Missão Caiuá), mas a equipe realizou uma busca ativa. Por sua vez, a Equipe 2 da Aldeia Jaguapiru atendeu 22 consultas clínicas, incluindo dois pacientes com Chikungunya na fase subaguda, sem necessidade de remoções para o Hospital Indígena Porta da Esperança.




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