Ataque a tiros na virada do ano tinha outro alvo, aponta Polícia Civil
A Polícia Civil informou que, Leandro Martins Dias da Silva e Marcos Martins da Silva, dono e cliente, respectivamente, de uma conveniência localizada na Avenida Weimar Gonçalves Torres, e que foram baleados durante a virada do ano, em Dourados, não eram os alvos do ataque. A informação foi repassada pelo delegado Lucas Veppo, do Setor de Investigações Gerais (SIG), durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (6). Inicialmente, Juliana Viegas Almeida, de 36 anos, e o filho Luiz Gustavo Almeida Hirakawauchi, de 19, foram presos acusados pelo dupla tentativa de homicídio.
Porém, conforme a investigação, o atentado tinha como objetivo atingir Larissa, de 32 anos, ex-companheira Luiz Gustavo, com quem tem um filho de aproximadamente três anos. Após uma tentativa de reconciliação, iniciada depois que ele deixou a UNEI em outubro, o casal voltou a entrar em conflito. Juliana também teria se envolvido no desentendimento, o que resultou na ação criminosa registrada na avenida Weimar Gonçalves Torres.
No momento dos disparos, Larissa estava dentro de um veículo acompanhada de duas amigas e uma criança. Imagens de câmeras de segurança foram determinantes para esclarecer a dinâmica do crime e contradizer a versão apresentada pela defesa dos acusados. Segundo a Polícia Civil, as gravações mostram o Luiz Gustavo efetuando o primeiro disparo e, em seguida, a mãe dele se apoderando da arma e atirando em direção ao local, atingindo pessoas que estavam na conveniência.
Os tiros feriram, Leandro, proprietário do estabelecimento e Marcos que é cliente do local. Marcos foi socorrido em estado grave.
A defesa alegou que Larissa teria iniciado os disparos, hipótese descartada pela perícia e pelas imagens analisadas. Conforme o delegado, além de não ter atirado, a mulher estava acompanhada de crianças, o que colocou diversas pessoas em risco durante a ação.
Luiz Gustavo se apresentou à delegacia na tarde de segunda-feira (5) e entregou a arma utilizada no crime. Já a mãe tentou fugir, mas foi localizada e presa no Residencial Roma após diligências do SIG.
Ainda segundo a Polícia Civil, as imputações são distintas: Luiz Gustavo responde por disparo de arma de fogo, enquanto Juliana foi indiciada por tentativa de homicídio qualificado. Ambos permanecem presos por força de mandados de prisão preventiva, medida considerada necessária para garantia da ordem pública e aplicação da lei penal, especialmente em razão da tentativa de fuga.
Mãe e filho possuem antecedentes criminais, com registros por tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo.




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