Brasil quer assumir cotas não usadas e ampliar exportações de carne bovina à China
O Brasil vai propor à China a flexibilização das cotas de carne bovina isentas de tarifas adicionais, dentro das medidas de salvaguarda adotadas pelo governo chinês para a importação da proteína.
Segundo o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, as cotas foram definidas de forma igualitária entre os países exportadores, com base na participação de cada um no mercado de importação dos últimos três anos. A proposta brasileira é discutir com o governo chinês a possibilidade de redistribuir volumes não utilizados por outros países.
“O que vamos tratar com a China é se um país tem uma cota e não consegue cumprir, o Brasil possa assumir esse volume. Os Estados Unidos, por exemplo, não exportaram carne bovina para a China em 2025”, afirmou o ministro.
As discussões devem ocorrer de forma bilateral ao longo de 2026. De acordo com Fávaro, a iniciativa é justificada pela competitividade da carne brasileira e pela capacidade do país de atender à demanda chinesa.
O governo da China estabeleceu cotas específicas por país para a importação de carne bovina e passou a aplicar uma tarifa adicional de 55% sobre os volumes que excederem os limites definidos. A medida foi anunciada pelo Ministério do Comércio chinês e já está em vigor.
As regras valem por três anos, até o fim de 2028, e atingem os principais exportadores da proteína bovina para o mercado chinês.
Principal fornecedor de carne bovina à China, o Brasil conta com uma cota de 1,106 milhão de toneladas livres de tarifa adicional em 2026. Esse volume aumenta para 1,128 milhão de toneladas em 2027 e chega a 1,154 milhão de toneladas em 2028.




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