Com mais de 700 notificações, MS acende alerta para dengue e chikungunya
O aumento nos registros de dengue e chikungunya colocou Mato Grosso do Sul em estado de atenção neste começo de 2026. De acordo com boletim epidemiológico divulgado quarta-feira (28) pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), o Estado já soma mais de 700 notificações das duas doenças.
Os dados apontam 577 casos prováveis de dengue, sendo 23 já confirmados. Até agora, não há registro de óbitos relacionados à doença. Mesmo assim, a SES informou que o cenário segue sob monitoramento devido ao crescimento esperado das notificações neste período do ano.
No que se refere à vacinação, a secretaria informou que 223.322 doses do imunizante contra a dengue já foram aplicadas no público-alvo. A vacina é destinada a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, 11 meses e 29 dias, grupo que apresenta maior risco de internações. Ao todo, Mato Grosso do Sul recebeu 241.030 doses enviadas pelo Ministério da Saúde. O esquema vacinal prevê duas aplicações, com intervalo de três meses entre elas.
Em relação à chikungunya, também transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o boletim registra 666 casos prováveis no Estado, com 125 confirmações laboratoriais. O maior número de casos confirmados está concentrado em Fátima do Sul, que contabiliza 99 ocorrências, o que levou a um alerta específico para a região sul.
A SES informou ainda que, até o momento, não há registros da doença em gestantes. A ausência de casos nesse grupo é considerada positiva, já que a chikungunya pode ser transmitida da mãe para o bebê, ocasionando complicações como convulsões, alterações circulatórias e sequelas neurológicas em recém-nascidos.
Por fim, a Secretaria Estadual de Saúde orienta que pessoas que apresentarem sintomas como febre, dores intensas no corpo ou nas articulações, dor de cabeça ou manchas na pele procurem atendimento médico imediatamente. A recomendação é evitar a automedicação, que pode agravar o quadro clínico.




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