Desemprego sobe para 5,8% em fevereiro, mas registra menor nível para o período

Desemprego sobe para 5,8% em fevereiro, mas registra menor nível para o período

O desemprego no Brasil ficou em 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro de 2026, segundo dados do IBGE divulgados nesta sexta-feira (27).

O resultado representa uma alta em relação ao trimestre anterior, encerrado em novembro, quando o índice era de 5,2%.

Mesmo assim, é o menor nível já registrado para trimestres encerrados em fevereiro desde o início da PNAD Contínua, em 2012.

No mesmo período de 2025, a taxa era de 6,8%.

O levantamento aponta que o país tinha 102,1 milhões de pessoas ocupadas e aproximadamente 6,2 milhões buscando trabalho.

No trimestre anterior, esse contingente de desempregados somava 5,6 milhões.

A queda no número de vagas foi observada principalmente nos setores de saúde, educação e construção civil.

Segundo a coordenadora de pesquisas do IBGE, Adriana Beringuy, a variação está ligada a fatores sazonais comuns no início do ano. Ela explica que muitos empregos nessas áreas são temporários, especialmente no setor público, e costumam ser encerrados na virada de ano, impactando diretamente os índices de ocupação.

Mesmo com o aumento da taxa de desemprego, o rendimento médio do trabalhador atingiu R$ 3.679 no período, o maior valor já registrado. O crescimento foi de 2% em relação ao trimestre anterior e de 5,2% na comparação com o mesmo período de 2025, já considerando a inflação.

Segundo o IBGE, esse avanço nos rendimentos é impulsionado pela maior demanda por trabalhadores e pelo aumento da formalização, especialmente nos setores de comércio e serviços.

A pesquisa também aponta que o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado ficou em 39,2 milhões, mantendo estabilidade em relação ao trimestre anterior e ao mesmo período de 2025.

Já os trabalhadores por conta própria somaram 26,1 milhões, estáveis na comparação trimestral, mas com crescimento de 3,2% em relação a 2025.

A taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada, representando cerca de 38,3 milhões de pessoas sem garantias trabalhistas, como férias e previdência.

O IBGE considera desempregada a pessoa que procurou trabalho nos 30 dias anteriores à pesquisa.

O levantamento é realizado em cerca de 211 mil domicílios em todo o país, abrangendo pessoas a partir de 14 anos.

A maior taxa de desemprego da série histórica foi de 14,9%, registrada durante a pandemia de covid-19, enquanto a menor foi de 5,1% no último trimestre de 2025.