Dia Mundial da Hemofilia destaca a urgência do diagnóstico precoce
No Dia Mundial da Hemofilia, celebrado nesta sexta-feira (17), a Federação Mundial da Hemofilia enfatizou a relevância do diagnóstico como uma etapa crucial para um tratamento eficaz da doença.
Segundo a entidade, mais de 75% das pessoas afetadas pela hemofilia globalmente ainda não foram diagnosticadas, o que compromete o acesso a cuidados essenciais e ao tratamento adequado.
A situação se torna ainda mais alarmante em relação a outros distúrbios hemorrágicos. O presidente da federação, Cesar Garrido, sublinhou que um diagnóstico correto é a porta de entrada para o tratamento adequado.
Ele também alertou que, em diversas regiões, barreiras ainda persistem, atrasando ou até inviabilizando a identificação precisa da doença, resultando em índices de diagnóstico preocupantemente baixos.
A hemofilia é uma condição genética rara que compromete a coagulação sanguínea, fazendo com que indivíduos afetados tenham dificuldade em estancar hemorragias, o que pode resultar em hemorragias internas, especialmente nas articulações e músculos.
Existem dois tipos primordiais: a hemofilia A, que é causada pela deficiência do fator VIII, e a hemofilia B, que está relacionada à falta do fator IX. A intensidade da condição varia de acordo com a quantidade desses fatores presente no organismo.
Dados do Ministério da Saúde revelam que, em 2024, o Brasil contabilizou 14.202 pessoas com hemofilia, com a maior parte dos casos sendo do tipo A.
O tratamento é disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que fornece os medicamentos essenciais para o controle da doença.
Especialistas reiteram que um diagnóstico precoce é vital para assegurar qualidade de vida aos pacientes e prevenir complicações graves.




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