Drone é usado como “correio do crime” e jovem acaba preso ao tentar enviar drogas para presídio

Drone avaliado em 3 mil reais foi apreendido no bairro Parque Alvorada

Drone é usado como “correio do crime” e jovem acaba preso ao tentar enviar drogas para presídio

Um esquema que utilizava drone para levar drogas até o interior de um presídio terminou com a prisão de um jovem de 19 anos, na tarde desta sexta-feira (24), em Dourados. Wesley da Silva Pinheiro foi identificado pelas autoridades como o responsável por pilotar o equipamento aéreo usado nas entregas ilegais à Penitenciária Estadual do município.

A abordagem ocorreu em uma casa no bairro Parque Alvorada, após moradores desconfiarem da movimentação incomum de um drone sobrevoando residências da região. Com base nas denúncias, equipes policiais foram até o endereço e flagraram a situação.

Dentro do imóvel, os agentes localizaram o drone — estimado em cerca de R$ 3 mil —, além de porções de maconha que somavam aproximadamente 590 gramas, já separadas para venda, e cerca de 100 gramas de haxixe. Também foram apreendidos uma balança de precisão, três celulares, dinheiro em espécie, cápsulas de munição calibre .32 e outros objetos relacionados à atividade criminosa.

Durante a ocorrência, um segundo rapaz, de 23 anos, também foi encaminhado à delegacia. Ele admitiu envolvimento com a revenda de entorpecentes. Já Wesley alegou que a droga seria para consumo próprio, porém confirmou que repassava parte do material a terceiros, o que caracteriza tráfico.

Segundo apuração das forças de segurança, o jovem atuava diretamente como piloto do drone em operações que levavam drogas e celulares para dentro da unidade prisional. Há indícios de que ele integrava uma organização criminosa e recebia cerca de R$ 2,5 mil por cada envio realizado.

A identificação do suspeito foi resultado de um trabalho conjunto entre a Polícia Penal e o Grupo Especial Tático de Motociclistas (Getam), que montaram uma operação para monitorar e interceptar as ações.

O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), onde os envolvidos permaneceram à disposição da Justiça, junto com todo o material apreendido.