Início das Ações para a Limpeza dos Lagos de Antenor Martins e Parque Rego D’Água pela Prefeitura
A Prefeitura de Dourados lançou uma força-tarefa destinada à remoção de plantas aquáticas que cobrem uma vasta área do lago do Parque Antenor Martins, localizado no Jardim Flórida. Assim que essa fase for concluída, as equipes se direcionarão ao lago do Parque Ambiental do Córrego Rego D’Água, situado no Jardim Água Boa, que também apresenta uma grande concentração de vegetação.
Os trabalhos começaram nesta semana e estão previstos para continuar por pelo menos mais 15 dias. A operação envolve servidores da Secretaria Municipal de Agricultura Familiar, da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) e da Defesa Civil. A espécie em questão, Salvinia auriculata Aubl., é popularmente conhecida como “orelha-de-onça”. Apesar da significativa presença nos lagos, essa planta não é considerada tóxica, não contamina a água e não representa riscos para os peixes ou para o meio ambiente.
De acordo com o secretário-adjunto de Serviços Urbanos, Angelo Gomes, a proliferação dessa vegetação foi intensificada pelo recente período chuvoso. “Essa planta invadiu há anos os lagos da cidade, então estamos atuando na remoção. O tempo chuvoso das últimas semanas fez com que se proliferasse muito rápido, por isso realizamos a força-tarefa para a limpeza”, esclareceu.
A remoção das plantas está sendo realizada de maneira manual e mecanizada. As equipes utilizam rastelos para retirar a vegetação das margens e cordas para concentrar a vegetação na superfície da água, com apoio de embarcação da Polícia Militar Ambiental (PMA). Uma retroescavadeira está sendo utilizada para o recolhimento do material, e uma segunda máquina deverá reforçar os trabalhos na próxima semana.
Recentemente, o Instituto de Meio Ambiente de Dourados (Imam) destacou que a presença da Salvinia auriculata é comum em lagos e áreas alagadas. No entanto, pesquisas estão sendo conduzidas para identificar os fatores que têm levado à rápida proliferação dessa espécie nos lagos urbanos de Dourados nos últimos anos.
A Salvinia auriculata Aubl., conhecida popularmente como mururé-carrapatinho, orelha-de-onça e salvínia, é uma planta aquática flutuante pertencente à família Salviniaceae, encontrada da América, desde Cuba até o Paraguai, e abundante no Pantanal. Essa planta exibe folhas ovaladas, medindo cerca de 2,5 por 2 centímetros, cobertas por pelos que repelem a água. As raízes, que na verdade são folhas modificadas, emergem de uma estrutura em formato de âncora, abaixo das folhas, agindo como uma esponja que retém água e sedimentos. Entre as raízes, encontram-se esporocarpos com pedúnculo de aproximadamente um centímetro, onde os esporos estão armazenados.
O nome popular “Carrapatinho” deriva da forma de suas folhas, que se assemelham a carrapatos, assim como seu hábito de se agarrar a qualquer detrito sobre a superfície da água. A configuração de suas folhas também inspirou a denominação “orelha-de-onça”. A orelha-de-onça é utilizada como planta ornamental, podendo ser cultivada em jardins aquáticos e aquários. Essa espécie se propaga rapidamente e é considerada pioneira na sucessão biológica em corpos d’água após períodos de seca ou em locais perturbados por atividades humanas. Suas raízes proporcionam habitat para animais aquáticos, além de abrigo e locais de desova para alevinos e larvas de peixes.




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