Morte de mulher atropelada por motorista de aplicativo altera rumo da investigação

Morte de mulher atropelada por motorista de aplicativo altera rumo da investigação

Elenir Barreto Aran, de 59 anos, faleceu na tarde de domingo (14), no Hospital da Vida (HV) em Dourados, após 12 dias internada lutando pela vida.

O incidente, que inicialmente foi catalogado como um acidente de trânsito, evoluiu para uma investigação de homicídio culposo. Com a confirmação do óbito, a família apresentou à polícia vídeos de monitoramento que contradizem a versão preliminar do boletim de ocorrência e evidenciam a negligência do motorista.

Elenir foi atropelada no último dia 3 de junho, no cruzamento das ruas Olinda Pires de Almeida e Barão do Rio Branco, na Vila Aurora. O veículo envolvido, um carro de aplicativo, era conduzido por um indivíduo de nacionalidade venezuelana.

Na primeira versão policial, constava que a pedestre estava trafegando pela contramão da via. Contudo, ao atualizar o boletim de ocorrência neste domingo, os familiares refutaram a versão inicial.

Conseguiram imagens de câmeras de segurança que mostram claramente Elenir caminhando pela via correta. As gravações revelam que o motorista de aplicativo desrespeitou a sinalização da placa de “Pare”, invadiu a preferencial e colidiu violentamente com a vítima.

Os parentes da vítima compareceram à delegacia para apresentar o prontuário médico de óbito e entregar oficialmente os arquivos de vídeo aos investigadores da Polícia Civil. O material audiovisual será anexado aos autos do processo para análise técnica.

Com a morte de Elenir Barreto Aran, o caso adquire nova tipificação jurídica. A Polícia Civil de Dourados inicia investigação com foco na responsabilidade criminal do condutor estrangeiro pelo desrespeito à preferencial e pelo desfecho trágico do acidente.