Mutirão contra chikungunya chega ao Parque do Lago II com limpeza e orientação à população
A força-tarefa de combate à chikungunya em Dourados desembarcou nesta segunda-feira (30) na região do Parque do Lago II, dando início a uma mobilização integrada.
Reunindo equipes da prefeitura, do Governo do Estado, do Ministério da Saúde e com apoio do Exército Brasileiro, a operação foca na eliminação de criadouros do mosquito transmissor.
As equipes atuam na limpeza de áreas públicas, incluindo a praça Alfredo Uhde, realizam vistorias domiciliares e promovem orientação direta aos moradores.
Dourados está entre os 12 municípios de Mato Grosso do Sul classificados em situação de epidemia, conforme critérios do Ministério da Saúde.
Os trabalhos retomam as ações já desenvolvidas em bairros como Jóquei Clube e Santa Felicidade.
Segundo Angelo Augusto Gomes, cerca de 150 toneladas de lixo já foram retiradas apenas na região do Jóquei Clube. Ele afirmou que o avanço das equipes deve continuar nos próximos dias e que o volume de lixo evidencia a magnitude do problema e a importância da participação da população.
No bairro Santa Felicidade, as equipes identificaram e eliminaram diversos lixões clandestinos; nas residências, acúmulos de materiais que favorecem a proliferação do mosquito foram encontrados.
A coordenadora do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Priscila da Silva, reforçou que o maior desafio está dentro das casas.
Ela ressaltou que grande parte dos focos está no acúmulo de lixo doméstico, materiais que poderiam ser descartados corretamente para facilitar a coleta. É uma ação simples, mas que faz toda a diferença no combate à doença.
No Parque do Lago II, agentes de endemias identificaram focos em frente às residências, principalmente em locais com galhos, entulhos, folhas e recipientes que acumulam água.
Durante a ação, militares do Exército distribuem materiais educativos, enquanto equipes municipais entregam sacos de lixo e orientam os moradores.
Priscila afirmou que, se cada morador fizer a sua parte, é possível reduzir significativamente os criadouros do mosquito e, consequentemente, os casos da doença.
O secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, destacou que o momento exige mobilização coletiva, e que a tendência de aumento de casos nas próximas semanas pode ser revertida com o engajamento da população no combate aos focos.
CENÁRIO EPIDEMIOLÓGICO
Dados atualizados do boletim epidemiológico desta segunda-feira (30) apontam 1.978 casos prováveis e 1.035 confirmados em Dourados, com taxa de positividade de 74,5%.
Na Reserva Indígena, são 790 confirmações entre 1.304 casos prováveis.
Atualmente, 33 pessoas estão internadas com suspeita ou confirmação da doença, distribuídas entre o Hospital Porta Esperança, na aldeia Jaguapiru, o HU-UFGD e unidades privadas.
O município permanece em situação de emergência em saúde pública devido à chikungunya, com avanço dos casos da população indígena para áreas urbanas e aumento da pressão sobre o sistema de saúde.
Além disso, a média de atendimentos na UPA teve crescimento significativo nas últimas semanas, refletindo o impacto direto da doença na rede municipal.




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