Prefeitura intensifica ações contra a Chikungunya e inspeciona 1.354 imóveis em um único dia

Prefeitura intensifica ações contra a Chikungunya e inspeciona 1.354 imóveis em um único dia

A Prefeitura de Dourados realizou nesta quarta-feira (15) uma vistoria em 1.354 residências para identificar focos do mosquito Aedes aegypti, resultando na constatação de 204 imóveis fechados. Essa situação gera preocupação entre as autoridades sanitárias do município.

As equipes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) já iniciaram a notificação dos proprietários, exigindo a limpeza dos imóveis e o acesso dos agentes de combate às endemias. Após a notificação, caso não haja atendimento, será aplicada uma multa ao proprietário, e em circunstâncias mais graves, a Defesa Civil poderá ser acionada para a entrada forçada nesses locais.

Todas essas estratégias estão sendo discutidas em reuniões diárias do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), instituído pelo prefeito Marçal Filho para coordenar o enfrentamento à Chikungunya. No decorrer dos trabalhos de quarta-feira, os 70 agentes identificaram 24 focos do mosquito e emitiram 56 notificações. Além disso, foram realizados tratamentos químicos em 64 depósitos com potencial de abrigo para o Aedes aegypti.

As ações foram focadas nos bairros Santa Maria, Santa Herminia, Jardim Maracanã, Monte Sião, Jardim Canaã 1, Monte Líbano, Piratininga, Pelicano e arredores. Em uma ação paralela, o Centro de Controle de Zoonoses utilizou um veículo Leco para pulverizar larvicida em 126 quarteirões nos bairros Monte Sião, Jardim Carisma, Parque dos Coqueiros, Canaã III, Novo Horizonte, Cidade Jardim 1 e adjacências.

Além disso, foram abertas 24 ordens de serviço e outras 39 ordens foram atendidas. Com as ações desta quarta-feira, espera-se que sejam gerados 533 notificações e 80 autos de infração, resultando também em 82 multas. Até esta quarta-feira (15), a Secretaria Municipal de Saúde já havia recebido 305 Estações Disseminadoras de Larvicida (EDL), conhecidas como “armadilhas”, das quais os agentes instalaram 240 nos bairros Assentamento Santa Fé, Assentamento Santa Felicidade, Jóquei Clube, Vila Mariana, Parque das Nações I e II, Terra Dourada, Comunidade Vitória, Parque do Lago I e II e regiões próximas.

Enquanto as equipes do Centro de Controle de Zoonoses trabalham nas comunidades, as equipes de saúde, sob a coordenação da Força Nacional do SUS, atendem os moradores da Reserva Indígena de Dourados. Somente nesta quarta-feira, o Hospital Porta da Esperança (Missão Caiuá) prestou atendimento a 38 pacientes da Aldeia Bororó e outros 38 da Aldeia Jaguapiru, além de quatro do Assentamento Boqueirão e um do Assentamento Nhuvera.

Na Aldeia Bororó, a Equipe 1 registrou 26 atendimentos, dos quais 18 apresentavam sintomas de Chikungunya. Foram coletados 10 exames PCR. A Equipe 2, por sua vez, contabilizou 42 atendimentos, sendo 27 para pacientes sintomáticos. Além disso, foram realizadas três remoções para o Hospital Universitário da UFGD e coletadas 20 amostras para exame PCR. Na Aldeia Jaguapiru, a Equipe 1 atendeu 24 pessoas, identificando dois casos de Chikungunya crônica, enquanto a Equipe 2 prestou ajuda a 18 pacientes, sendo seis com sintomas para Chikungunya, além de uma remoção para o Hospital Porta da Esperança.

Hoje, o Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE) confirmou a oitava morte relacionada a complicações por Chikungunya em Dourados. O óbito refere-se a um paciente de 63 anos que residia no Parque das Nações II e estava internado no Hospital Unimed. Este é o primeiro falecimento de um paciente que não residia na Reserva Indígena de Dourados.

Os dados do Informe Epidemiológico desta quinta-feira (16) mostram que a situação continua alarmante nas aldeias Bororó e Jaguapiru, com 1.993 casos prováveis, 1.461 confirmados, 639 descartados e 532 em investigação, totalizando 2.632 casos e 454 atendimentos hospitalares.