Vacinação contra HPV avança, mas prevenção ainda enfrenta desafios na América Latina

Vacinação contra HPV avança, mas prevenção ainda enfrenta desafios na América Latina

A imunização contra o HPV vem avançando nos últimos anos, mas ainda não é suficiente para reduzir de forma expressiva os casos de câncer de colo do útero na América Latina.

O HPV é a infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo e está diretamente ligado ao desenvolvimento de diversos tipos de câncer, principalmente o de colo do útero.

Apesar da existência da vacina, a cobertura varia bastante entre os países da região: alguns atingem números próximos do ideal, enquanto outros ficam muito aquém da meta recomendada pela Organização Mundial da Saúde, que estabelece a vacinação de 90% das meninas até os 15 anos.

No Brasil, a vacinação tem avançado, com ampliação do público-alvo e mudanças na estratégia, como a adoção de dose única. Ainda assim, a adesão entre meninos continua menor, o que acende um alerta entre especialistas.

Outro desafio é o rastreamento da doença: em muitos países, os exames preventivos são realizados apenas quando a paciente procura atendimento por conta própria, o que reduz a eficácia da detecção precoce.

Especialistas defendem um modelo mais organizado, com convocação ativa das pacientes e acompanhamento contínuo, garantindo diagnóstico e tratamento adequados.

Além disso, novas tecnologias vêm sendo implementadas, como o teste de DNA do HPV, que pode substituir gradualmente o exame tradicional e aumentar a precisão na identificação da doença.

O câncer de colo do útero costuma se desenvolver de forma lenta, levando anos até apresentar sintomas. Isso torna ainda mais importante a prevenção por meio da vacinação e dos exames regulares.

Entre os sinais de alerta estão sangramentos fora do período menstrual, após relações sexuais e corrimentos persistentes. Em estágios mais avançados, podem surgir complicações mais graves.

Especialistas reforçam que a combinação entre vacinação, diagnóstico precoce e tratamento adequado é essencial para reduzir a incidência da doença nas próximas décadas.