Vistorias da Prefeitura revelam 11 focos de Chikungunya em 1.298 imóveis
A Prefeitura de Dourados realizou uma vistoria abrangente em 1.298 imóveis na última terça-feira (5), com o objetivo de localizar focos do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão de doenças como Chikungunya, Dengue e Zika Vírus. Durante a operação, foram encontrados 177 imóveis em estado de fechamento. As equipes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) notificaram os proprietários para que realizem a limpeza desses locais e assegurem o acesso dos agentes de combate às endemias.
Todas as ações são coordenadas em reuniões diárias do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criação do prefeito para estruturar uma resposta eficaz ao surto de Chikungunya. No decorrer das atividades, os agentes identificaram 11 focos de Aedes aegypti e emitiram 51 notificações. Um total de 57 imóveis receberam tratamento químico devido à presença de depósitos que poderiam favorecer a proliferação do mosquito. Além disso, estima-se a geração de mais 100 notificações e a aplicação de 82 multas adicionais.
Os trabalhos da terça foram focados em vários bairros, incluindo Esplanada, Jardim Água Boa, Jardim São Pedro, Vila Adelina, Vila Toscana, Parque Rego D’água, Campo Dourado, entre outros. Imóveis em Vila Hilda, Jardim Cuiabazinho, Vila Amaral, e diversas outras localidades também foram inspecionados. O Centro de Controle de Zoonoses ainda realizou a borrifação em 269 quarteirões utilizando veículo Leco nas áreas de Jardim Bonanza, Distrito de Itahum, Jardim das Primaveras, Parque Alvorada, e regiões vizinhas.
Até a data da vistoria, a Secretaria Municipal de Saúde recebeu 568 Estações Disseminadoras de Larvicida (EDL), conhecidas popularmente como “armadilhas”, das quais 525 já haviam sido instaladas em bairros como Assentamento Santa Fé, Jóquei Clube, e Vila Mariana. O trabalho de inspeção, coleta de resíduos sólidos e aplicação de larvicida continuará de forma intensa. “Embora tenhamos observado uma diminuição no número de focos do Aedes aegypti, é fundamental que os moradores mantenham a vigilância e as práticas preventivas, especialmente ao eliminar fontes de água parada nas residências”, destaca Marcio Figueiredo, secretário municipal de Saúde e coordenador do COE.




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