Operação Successione: Neno Razuk é Detido na Bolívia e Enviado à PF em Corumbá

Operação Successione: Neno Razuk é Detido na Bolívia e Enviado à PF em Corumbá

O ex-deputado estadual Roberto Razuk Filho, conhecido como Neno Razuk, foi preso após ingressar e permanecer ilegalmente na Bolívia. Atualmente, ele está sob custódia da Polícia Federal (PF) em Corumbá, na fronteira com o país vizinho. Razuk, que já havia sido condenado em primeira instância na Operação Successione, atuada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), era considerado foragido desde o dia 8 de julho deste ano devido à sua permanência irregular no território boliviano.

De acordo com informações do site Campo Grande News, no dia 28 do último mês, a Justiça de Mato Grosso do Sul autorizou a inclusão do nome de Neno Razuk na lista de Difusão Vermelha da Interpol, a organização internacional de polícia criminal. Entretanto, o trâmite ainda não havia sido concluído, resultando na ausência de um mandado internacional de captura até o momento da detenção. Nesta segunda-feira (3), o advogado Ricardo Souza Pereira, que representa o ex-deputado, informou que aguarda a decisão da Polícia Federal sobre os próximos passos. ‘Até o momento, não temos informações sobre quando ocorrerá a chegada dele a Campo Grande. Permaneceremos atentos, acompanhando o desenrolar do caso’, afirmou Pereira.

Alvo de investigações na Operação Successione desde dezembro de 2023, Neno Razuk já foi condenado a 15 anos, 7 meses e 15 dias de prisão por envolvimento em organização criminosa armada, roubo majorado e exploração do jogo do bicho, embora estivesse recorrendo da decisão em liberdade. Em maio, após uma recontagem de votos realizada pela Justiça Eleitoral, ele perdeu sua cadeira na Assembleia Legislativa, o que resultou na perda das proteções institucionais associadas ao cargo, incluindo o foro por prerrogativa de função. Além da condenação já imposta, o ex-deputado também é réu na quarta fase da Operação Successione, realizada em 25 de novembro de 2025. Esta operação investiga crimes como organização criminosa, roubo, corrupção passiva e ativa, violação de sigilo funcional, lavagem de dinheiro e contravenção penal relacionada à exploração de jogos de azar.